Literarte

. um selo da Editora Multifoco .

Compartilhando uma alegria.

Você já assistiu a nova propaganda do Criança Esperança, da Rede Globo, aonde o ator Rodrigo Lombardi (intérprete do Mauro, na novela Passione) vai com Diego de Lima, um dos 4 milhões de jovens e crianças beneficiados pelo programa ao longo de 25 anos de trabalho, agradecer a uma colaboradora do projeto por sua doação?
O vídeo pode ser assistido aqui.
Então.
Diego é um dos autores da Editora Multifoco.
Seu livro, O Julgamento de Lampião, assinado sob o pseudônimo Victor Órion, foi lançado dia 25 de maio na Escola Municipal Castelnuovo, no Rio, onde Diego estudou.
Leia aqui o que foi publicado no site da Rede Globo sobre os bastidores do comercial.
Nós, da Editora Multifoco, ficamos muito felizes por poder participar da vida de Diego, e, junto com o Criança Esperança, ajudá-lo a realizar seu sonho de publicar seu primeiro livro.
Que este seja o primeiro, de muitos.
Parabéns Diego!

Porque meus originais não foram aprovados?

Muitos podem ser os motivos.

Vamos a alguns deles, bastante prováveis:

 

1. Sua história não é boa.

É, acontece.

Muita gente escreve uma história, mostra pra mãe e pra avó, que dizem que adoraram, e então passa a acreditar piamente que já podem, devem e necessitam publicar.

É compreensível.

Porém, muitas vezes, sua mãe e sua vó podem mentir, ou, ao menos, emitir uma opinião parcial.

Pois é.

Uma boa idéia é nunca tentar publicar o primeiro livro que escreveu.

Acredite: ele é muito mais um exercício inicial de literatura do que, de fato, uma grande obra-prima.

Depois que escrever o segundo, o terceiro, o quarto, vai perceber que o primeiro possui erros e vácuos que você não vai acreditar que foi capaz de cometer.

E, no final das contas, vai agradecer de pés juntos ao editor que lhe disse não, nesta primeira vez.

 

2. Sua história é boa, mas possui problemas.

A história é legal, mas não desenrola.

Você encheu muita lingüiça, derrapou em alguns erros gramaticais, perdeu o fio da meada lá pelas tantas, se confundiu, respondeu perguntas que não tinha feito e deixou sem respostas perguntas que você mesmo levantou.

É tudo uma questão de trabalhar o enredo.

Se você desconfia que isso possa ter acontecido com sua história, é interessante procurar alguém que entenda do assunto e possa te ajudar.

Mas esse não é o papel da editora.

Não é ela quem vai lhe dizer o que falta e o que sobra na história, por isso, envie seus originais apenas quando tiver cem por cento de certeza que fez o seu melhor.

 

3. Sua história é boa e não possui problemas, mas não segue a linha editorial da editora em questão.

Muito comum.

Procure pesquisar o catálogo da editora antes de enviar seu original para avaliação.

Muitos livros acabam descartados porque não fecham com a proposta editorial da empresa, e aí não importa se ele é bom, têm qualidade e chances de se tornar um best seller.

Eles vão descartar sua obra antes mesmo de lê-la.

 

4. Sua história é boa, não possui problemas, segue a linha editorial da editora, mas o editor não gostou dela.

Então.

No fim das contas, amigos e amigas, tudo é uma questão de gosto pessoal.

Seja um editor, um crítico literário, um grande nome da literatura mundial; todos, apesar de seus cargos com nomes pomposos, não passam de pessoas com opiniões.

Só isso e nada mais.

Pessoas comuns que apenas gostam ou não gostam, e nem sabem explicar o porquê.

Isso também acontece, muito, mas não é motivo para se desesperar.

Mande para outras editoras, que seus originais serão apreciados por outras pessoas, que terão outras opiniões.

Se ele for bom, numa dessas você arranja o tão esperado SIM.

 

5. Sua história é boa, não possui problemas, segue a linha editorial da editora mas o editor nem a leu.

Também acontece, especialmente em se tratando de grandes editoras.

Acreditem, amiguinhos: A editora Record, a Globo, a Cia. das Letras sequer lê os originais que, tão humildemente, você envia para elas.

E não é porque são empresas capitalistas selvagens e malvadonas, é apenas porque elas já são grandes e só querem saber de quem vende, ou seja: a Martha Medeiros, e não você.

Aliás, é por isso que existem as pequenas e médias editoras.

Para apresentar às grandes autores potencialmente bons – e vendáveis.

 

Como sei que escritores & artistas em geral são muito líricos e sensíveis, peço que não levem a mau o que escrevi, escrevo e futuramente escreverei aqui.

Não tenho nenhum objetivo escuso de ferir o coraçãozinho de ninguém, apenas acho importante que estejamos lúcidos na hora que tratarmos de negócios.

Sim, porque literatura, apesar da aura romântica que paira sobre ela, é um negócio, de uma empresa que possui contas e planilhas e prazos e funcionários.

Publicar um livro até pode significar a realização de um sonho, mas é muito mais do que isso.

É trabalho duro e profissional e fim.

Por isso, se você levou um NÃO, seja da Multifoco, seja de qualquer outra editora, respire fundo, mantenha a calma e prossiga.

As coisas não costumam vir facilmente, para ninguém, e quem não persiste, não alcança.

Parece conversinha de auto-ajuda?

Mas não é.

Pense nisso, e vá.

Porque quem pára, ofendido e magoado com os NÃOS que, não apenas as editoras lhe darão, mas a vida, está, definitivamente, fora do mercado.

 

Por Jana Lauxen.

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Até.

Conselhos Grátis – porque se vender, ninguém compra.

O pessoal às vezes me escreve perguntando coisas a respeito da vida de escritora.

Bem.

Não sei nada a respeito da vida de escritora.

Mas da vida de aspirante a escritora sou Doutora com dê maiúsculo.

Por isso resolvi compartilhar com vocês um pouco do que eu aprendi até agora.

Porque pulando etapas e evitando erros, chegamos antes.

E em melhores condições, psicologicamente falando.

Primeiro: escrever é reescrever.

Não adianta sentar na frente do computador, digitar frenética e aleatoriamente um monte de pensamentos e záz: você é um escritor.

Escrever é um trabalho como qualquer outro, e se você não dedicar tempo e atenção, suor e transpiração, seu texto não passará de um amontoado de frases que qualquer pessoa alfabetizada é capaz de colocar no papel.

Portanto, se quiser escrever coisas para que outras pessoas leiam (e gostem), por favor: corrijam os erros de digitação, de português, os espaçamentos, a concordância.

Alguns desacertos passarão, ninguém aqui é perfeito, afinal.

Mas saiba que alguns erros (ou um caminhão deles) são imperdoáveis.

Segundo: não fique neurótico achando que vão plagiar seus textos.

Porque ninguém vai fazer isso.

Porque antes de plagiar o seu texto, vão plagiar o texto do Luís Fernando Veríssimo, meu caro.

Mais: SE plagiarem, e daí?

O texto é seu, saiu da sua cabeça, e de onde ele veio certamente existem muitos outros.

O plagiador é quem vai fazer papel de bobo, porque a fonte é e sempre será a fonte.

Terceiro: crie um blogue.

Não existe jeito melhor de divulgar seus escritos do que em um blogue.

Esqueça essa bobagem que estão tentando colocar na sua cabeça, de que blogue não vale a pena, que desmerece a literatura, que é perda de tempo.

O que não vale a pena, desmerece sua literatura e é perda de tempo é ficar com todos os teus escritos engavetados, esperando que algum bambambam editorial lhe diga olá.

Quarto: já tem os originais prontos do seu livro de estréia e está se preparando para assinar um contrato com a Editora Globo?

Esqueça bêibe.

A não ser que você seja filho do Dias Gomes, isso não vai acontecer.

As editoras grandes e médias (e, acredite, as pequenas também) estão pouco ligando para você e seu livro e o que sua mãe pensa sobre isso.

Não importa se você tem talento; importa se você vende.

Portanto, saiba que sua primeira publicação não vai ser um mar de rosas, com confetes caindo na sua cabeça e aplausos efusivos de fãs entusiasmados.

Se conseguir publicar sem precisar pagar, já se dê por muitíssimo satisfeito.

Ah, sim, muito importante!

Saiba desde já que você vai sim precisar vender os seus livros.

Lembre-se que você não é conhecido e ninguém vai se estapear nas livrarias para levar o último exemplar da sua obra.

Portanto: mexa-se.

Quinto: Divulgue-se.

Sim.

Autopromoção descarada, porque se você não fizer, ninguém terá a gentileza de fazer.

Use a internet a seu favor.

Use tudo que puder a seu favor.

É bobagem ficar sentado, choramingando as mazelas e dificuldades e injustiças do mercado editorial e do leitor brasileiro.

Nada vai mudar só porque você está chateado.

Então é melhor que aprenda a dançar ao ritmo da música que está tocando.

Não só em sua carreira de aspirante a escritor, mas em tudo nessa vida: os espertos se adaptam, os preguiçosos se acomodam e os idiotas reclamam.

Sexto: Dê um passo de cada vez, rapá!

Não é porque você escreveu um texto hoje que amanhã ele vai estar publicado em um veículo de grande circulação.

Os meios de comunicação, tal e qual as editoras, também estão se lixando para quem não vende e, lembre-se sempre: você não é o Luis Fernando Veríssimo.

Pelo menos ainda.

E digo mais: quanto mais você escrever, melhor irá escrever, então dê tempo ao tempo.

Lapide sua escrita.

Refine-a.

É sempre mais fácil para quem sabe escrever.

Sétimo: do mesmo jeito que um motorista não dirige somente um modelo de veículo, um escritor não pode escrever apenas um tipo de texto.

É óbvio que você vai se sair melhor em alguma modalidade, mas quem escreve, escreve poesia, conto, crônica, prosa, bula de remédio, obituário de jornal, receita de bolo.

Uso até um exemplo (meu, é claro) para melhor ilustrar a questão: como alguns de vocês já sabem, estou organizando uma antologia de contos policiais brasileiros chamada Assassinos S/A, pelo selo Anthology, da Editora Multifoco.

Muita gente me escreve dizendo que gostaria de participar, no entanto não escrevem contos policiais.

Ora, como assim?

Você pode não estar habituado a escrever contos policiais, mas se quiser, escreve.

E é mais bacana ainda, porque funciona como um desafio à sua própria capacidade de criação.

Outra: tamanho também não é documento em se tratando de literatura.

Por estes dias, tive acesso ao Desafio Literário do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos, onde qualquer pessoa, independente de ser aluno da universidade, pode enviar um conto para publicação no site.

Lendo as regras de participação, descobri que o texto não poderia ter mais que 200 caracteres.

Com espaço

- Peraí – pensei – 200 caracteres são duas linhas!

Então fui ler o que Fabrício Carpinejar, mentor da idéia, tinha a dizer para tentar me convencer a contar uma história em tão limitado espaço.

Ele disse:

“O exercício é inspirado em iniciativas como ‘Os cem menores contos brasileiros do século’ (Ateliê Editorial), antologia organizada por Marcelino Freire.

Para quem pensa que é impossível ser tão conciso, basta pensar no mais famoso microconto do mundo, de Augusto Monterroso, com apenas 37 letras: ‘Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá’.

Literatura para nocaute: jab, hook, gancho, cruzado, direto. Sucessão de golpes para o leitor ver estrelas mais cedo.

 Brevidade é intensidade. Dizer pouco, mas dizer bem.

As narrativas microscópicas (…) exigem poder de síntese e de imaginação, a partir de um pequeno conflito ou uma contradição.

Cabe, portanto, sugerir mais do que expor, captar um detalhe e uma semelhança até então irrelevantes”.

Em outras palavras: quem escreve, escreve poesia, conto, crônica, prosa, bula de remédio, obituário de jornal, receita de bolo.

Com 30 ou 500 mil caracteres.

Oitavo: Se você não tem tempo para se dedicar a escrever (desculpa que muito ouço), então não tenha a pretensão de ser escritor.

Se as pessoas que correm atrás, e se dedicam, e se arrebentam, às vezes não conseguem, que dirá quem não faz nada porque “está muito cansado”.

Pois, ou você quer de verdade, ou então você não quer.

E por último, mas nem por isso menos importante: não fique desesperado depois do primeiro não.

Acredite, será o primeiro, de muitos.

Também não adianta fazer essa cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudanças, decepcionado e tristonho porque, até então, você tinha certeza que iria publicar numa tiragem de 3 mil exemplares, vendê-las em meia hora e ficar rico.

Não é fácil nem rápido alcançar reconhecimento, seja como escritor, seja como jardineiro, psicólogo, policial federal, dono de padaria.

A vida é dura, e chega antes quem sai na frente.

A frase pareceu óbvia? E é.

Mesmo assim vale ser repetida.

Parafraseando Afobório: enquanto você dorme, tem gente que está acordada.

Ficadica.

Texto retirado do Blogue da Jana, publicado em 6 de março de 2009;

Coletâneas Literarte.

 Já estão com as inscrições abertas as duas coletâneas de estréia do Selo Literarte.

CRÔNICO!
Organizada pelos escritores Beto Canales e Jana Lauxen, a coletânea Crônico! buscará reunir um time de cronistas formado por 25 autores e um ilustrador, versando sobre os mais variados temas.
Inscrições abertas.
Prazo para recebimento dos textos: 15 de agosto de 2010.
Mais informações: coletaneacronico@gmail.com
Blogue oficial da coletânea: http://www.coletanea-cronico.blogspot.com/
QUADRINHOS EM HISTÓRIA
Primeira coletânea de HQs da Editora Multifoco, com organização de Sergio Chaves, editor da premiada revista Café Espacial, e co-organização de Jana Lauxen, a publicação pretende reunir cerca de 25 histórias em quadrinhos da nova safra de quadrinistas brasileiros.
Inscrições abertas.
Prazo para recebimento do material: 15 de agosto de 2010.
Mais informações: quadrinhosemhistoria@gmail.com
Blogue oficial da coletânea: http://quadrinhos-em-historia.blogspot.com/

A diferença entre o novato e o amador.

Novatos todos somos, já fomos ou um dia seremos.

Quem está iniciando, seja em uma profissão, em um emprego, em uma faculdade, é um novato.

E o novato, é claro, ainda é inexperiente – por isso a alcunha, novato.

Está começando, não conhece ainda as manhas e artimanhas do terreno desconhecido no qual dá seus primeiros passos.

Porém – e isso é muito importante – ser novato não significa ser amador.

Porque o amador não é profissional, enquanto o novato pode ser.

Existem muitos, que há muito tempo estão ali (na profissão, no emprego, na faculdade), e continuam sendo amadores.

Veteranos muito mais amadores que muitos novatos profissionais que andam por aí.

Não podemos, de maneira nenhuma, confundir um com o outro.

Porque o amador é irresponsável, não cumpre prazos, datas, não se interessa e nem respeita o trabalho das outras pessoas que também estão envolvidas.

O amador acredita piamente que apenas seu talento o salvará do anonimato.

Acha, ingenuamente, que o mundo se adaptará a ele, e não o contrário, apenas porque faz bem feito aquilo que se comprometeu a fazer.

Ilusão.

Não posso ainda dizer que sou uma veterana naquilo que faço, mas lá se vão quase 7 anos que trabalho envolvida com mercado editorial, e livros, e ilustrações, e trabalhos em equipe, e projetos e prazos e orçamentos e planilhas e etc.

E se existe uma coisa que aprendi foi que talento, só talento, não serve para absolutamente nada quando faltam outras características tão ou mais importantes quanto.

Ficou chocado com essa afirmação?

Pois vá se acostumando, camarada, se quiser, um dia, ser considerado um profissional naquilo que faz.

 

É evidente que alguém desprovido de qualquer tipo de talento vai ter mais dificuldade de encontrar seu lugar ao sol.

Porém, vivemos uma época em que todo mundo escreve, e todo mundo ilustra, e todo mundo fotografa, e todo mundo é artista – uma boa parte, inclusive, são também muito melhores no que fazem do que eu e você – de modo que, para se destacar no meio de tanta gente, é preciso, além de talento, ter responsabilidade, boa vontade, profissionalismo e, o mais importante de tudo: humildade e dedicação.

Parece clichê, mas é a mais cristalina das verdades: o talento, sem estas outras qualidades imprescindíveis, é fogo de palha – vira cinza depois de alguns poucos minutos.

 

Eu, por exemplo, já tive contato com escritores verdadeiramente promissores. Gente que simplesmente reinava escrevendo, que dava gosto de degustar linha por linha.

Talento puro.

Autores que, sem dúvida nenhuma, mais cedo ou mais tarde acabariam chegando aonde gostariam de chegar.

Mas – e sempre existe um MAS – eram completamente descompromissados e megalomaníacos. Acreditavam que bastava escrever seus maravilhosos textos e pronto: as portas do paraíso e do prestígio se abririam sem nenhuma dificuldade para eles.

E por isso, simplesmente ignoravam toda a parte profissional de seu trabalho, julgando que a inspiração substituiria a transpiração, necessária para que as coisas aconteçam dentro de um mínimo de organização e seriedade – principais bases do profissionalismo.

Ora, não é porque trabalhamos com arte e etc que vivemos em um oba-oba.

O que acontecia, então?

Estes talentosos autores acabavam simplesmente descartados. Sumariamente substituídos por medianos autores – que de fato não escreviam tão bem quanto eles, porém estavam comprometidos profissionalmente com seu trabalho.

E estes, acreditem, apesar de não serem exemplos irrefutáveis de aptidão e criatividade, pegaram os lugares daqueles que escreviam com bem mais propriedade. No entanto, eram amadores.

Tudo porque algumas virtudes substituem, sim, o talento.

E é por isso, amigos, que encontramos por aí escritores, fotógrafos e ilustradores que nem são tão bons assim, mas são reconhecidos, prestigiados, bem-conceituados.

Porque cumpriram os compromissos que assumiram e, devagar e sempre, ganharam terreno e conquistaram o espaço que os amadores nunca conquistarão.

 

Está achando esta conversa toda muito careta?

Pois trate de repensar seus conceitos, amigão.

Precisa-se e prefere-se mais, e muito mais, novatos profissionais do que grandes talentos amadores.

Reflitam.

por Jana Lauxen.

Esclarecimentos quanto à questão Remuneração

Interessados em participar de nosso banco de artistas, ilustradores e fotógrafos entraram em contato comigo, pedindo maiores detalhes e informações sobre como funcionaria esta parceria.

Eu sempre respondo, pedindo que enviem uma amostra de seu trabalho e explicando como tudo funciona – o que vem a ser mais ou menos assim: depois de manifestarem vontade e disponibilidade para integrarem nossa bancada, e assim que surgir uma oportunidade, casaremos o trabalho de ilustração ou fotografia com o texto de um de nossos autores. Pode acontecer amanhã, pode levar alguns meses, mas quem estiver cadastrado, acreditem, será chamado sim, mais cedo ou mais tarde.

Quando isso acontecer, o artista em questão receberá um resumo dos capítulos selecionados pelo escritor e produzirá, livremente, tais ilustrações ou imagens, num prazo máximo de 45 dias.

Escritor e ilustrador/fotógrafo podem e devem trocar uma idéia, mas o escritor não terá o direito de aprovar ou desaprovar o resultado final, em sinal de respeito ao trabalho do artista, que precisará apenas acatar o fato de que as imagens, sejam fotografias ou ilustrações, deverão ser em preto e branco, para não aumentar substancialmente o preço final da obra, tornando-a inviável. Colorida, só as imagens de capa e contracapa.

Até aqui, tudo bem.

O problema aparece quando falamos em pagamento: a título de remuneração, o ilustrador ou fotógrafo recebe um exemplar da obra e, claro, divulgação para seu trabalho.

- Só???

É o que muitos perguntam.

Vários artistas têm se manifestado contrários a este pagamento, que consideram ‘simbólico’.

E este texto tem por finalidade esclarecer esta questão.

Vejam bem: a Editora Multifoco, mãe do Selo Literarte, é voltada única e exclusivamente para novos autores – novos autores de livros, de ilustrações, de fotografias, e, em breve, novos músicos também.

Trabalhamos para aquele cara que quer muito ver seu trabalho publicado profissionalmente, mas simplesmente não tem dinheiro para bancar uma produção independente – coisa que, em nosso país, convenhamos, é bastante cara. Basta conferir os preços de editoras por demanda, que publicam somente quem pode pagar.

Não é este o nosso foco e muito menos o nosso objetivo, e é por isso que a Multifoco está revolucionando, sim, nosso mercado editorial.

Por isso, o simples fato de seu trabalho estar impresso em uma publicação séria e profissional, por uma editora séria e profissional, sem que você precise desembolsar um centavo para isso, já é pagamento mais do que suficiente – eu acho.

E não digo isto apenas como representante editorial do selo, mas como a escritora que sou, acima de qualquer outra coisa, e que encontrou aqui, de fato, oportunidade.

Evidente, alguns escritores, ilustradores e fotógrafos não precisam de divulgação, e para estes, sim, o pagamento pode ser considerado ‘simbólico’.

Afinal eles já as têm, e estes não estão em nosso enfoco.

Por isso, gostaria de deixar bem claro: se você já é publicado, se pagam para que você fotografe, escreva ou ilustre, se meios de comunicação lhe procuram solicitando serviços, com certeza a Editora Multifoco não é para você.

E, por favor, não levem isto como uma ironia, um desaforo, uma má educação; é apenas a verdade.

Nosso maior objetivo é oportunizar a quem não tem oportunidade (e nem grana), a chance de colocar seu trabalho no mercado, para que, num futuro próximo, possam sim ser considerados veteranos, e estar sim cobrando e sendo sim procurados para ilustrar, fotografar e escrever.

Por enquanto, somos novatos, e precisamos aceitar isso.

No entanto, por motivo que, juro por Deus, não compreendo, alguns ainda acham isso ‘pouco digno’.

Esperam que a editora arque com todas as despesas & responsabilidades, e ainda lhes paguem alto.

Querem escrever seu livro, fazer sua ilustração ou fotografia, e sentar no sofá confortavelmente, esperando os louros da fama e do sucesso cair em seus colos e os reais em sua conta bancária.

Não funciona assim, minha gente.

Infelizmente não.

Por isso, pense bem antes de entrar em contato com nosso selo, e também com a Editora Multifoco.

Se considera divulgação e oportunidade de publicar profissionalmente pouco como pagamento pelo seu trabalho, respeito sua opinião, mas não poderemos mudar nosso método de atuação, que têm se mostrado saudável e eficiente, apenas porque você acha que devemos.

Como disse acima, sugiro, então, que procure editoras e meios de comunicação dispostos a pagar aquilo que você acredita valer seu trabalho.

Boa sorte para todos nós e um grande abraço.

Jana Lauxen

Escritora e Editora do Selo Literarte.

Atenção ilustradores e fotógrafos!

Selo Literarte procura ilustradores e fotógrafos que buscam, pela primeira vez, ver seus trabalhos publicados.

O Selo Literarte é um dos braços da editora carioca Multifoco, e estréia em 2010 com objetivos bastante claros – e ousados – para uma editora caracterizada por trabalhar com novos autores: publicar apenas e tão somente livros-arte, isto é, literatura misturada com ilustrações, quadrinhos, fotografias e tudo o mais.

Como?

Através de parcerias, que é como a Multifoco vem atuando (e revolucionando) o mercado editorial brasileiro.

- A Multifoco é para novos autores, para quem busca uma oportunidade de ver, pela primeira vez, seu trabalho publicado profissionalmente. No entanto, nosso maior foco sempre foram os escritores, e então surgiu a idéia: porque não oportunizar que estes escritores tenham seus escritos retratados por outras manifestações da arte, e, conseqüentemente, que artistas de diferentes áreas tenham também a oportunidade de divulgar seu trabalho? – conta Jana Lauxen, escritora e editora do novo selo.

E como fazer isso acontecer?

Simples: unindo o útil ao agradável.

O Literarte terá como foco, é claro, a literatura, no entanto, abre suas portas para que outros artistas entrem em cena também. Como é o caso dos projetos das duas primeiras coletâneas do selo, que devem abrir as inscrições em abril: Crônico!, organizada pelo escritor Beto Canales, reunirá crônicas brasileiras ilustradas, enquanto Quadrinhos em História, capitaneada por Sergio Chaves, editor da premiada revista Café Espacial, será a primeira coletânea de HQs da Editora Multifoco.

A editora Multifoco estreou em 2006 graças a um trabalho de conclusão de curso dos estudantes de Comunicação Social da UFF, Leonardo Simmer, Raphael Santos, Thiago França, Marcelo Pinho e Bruno Miranda e, desde então, já possui em seu catálogo mais de 200 autores, sede própria no Rio de Janeiro, 25 funcionários, 10 editores espalhados por diferentes áreas e, neste ano, prepara-se para abrir uma gravadora nos mesmos moldes da editora e marcar presença na Bienal do Livro, em São Paulo, e na Festa Literária Internacional de Paraty.

Seu método de trabalho é diferente porque se baseia em parceria – e não no tradicional ‘quem paga mais chora menos’: o autor e a editora trabalham em associação, onde a Multifoco entrega ao escritor seu livro pronto e impresso, com a qualidade de editoras tradicionais do mercado, e sem cobrar um centavo por isso.

Em contraponto, o autor se compromete a comercializar, por consignação, seus livros, cujas tiragens podem variar de 30, 50 ou 100 exemplares, conforme a vontade do autor, ganhando, sob o preço de capa, 20%.

Como explica Raphael Santos, um dos sócios:

- A nossa meta é que qualquer pessoa que pense em lançar um livro, pense na Multifoco.

E através do selo Literarte, a Multifoco, como sugere o nome, amplia ainda mais sua participação, oferecendo oportunidade também para artistas dos mais diferentes gêneros.

Por isso, interessados, multifocados e criativos em geral: entrem em contato com a Jana pelo e-mail literarte@editoramultifoco.com.br.

O que é?

O Literarte é um selo da Editora Multifoco especializado em lançar livros-arte, isto é: literatura combinada com quadrinhos, tirinhas, ilustrações, fotografias, novos formatos, misturando o trabalho de diferentes escritores ao de diferentes artistas em diferentes formatos e com diferentes propostas. Se você tem uma idéia na cabeça e um projeto no papel, entre em contato: literarte@editoramultifoco.com.br.