“Penso que dentro de minha casca
não tem um bicho:
Tem um silêncio feroz.”(Manoel de Barros)
Milton Rezende é um poeta do desvelamento. Sua principal característica é enfrentar a objetividade ruidosa e dispersa das coisas, da rotina, do comum e arrancar um sentido novo. Em Uma Escada que Deságua no Silêncio, o objeto limado pelo autor é o território bruto e confuso da memória.
Dessa forma, o autor evoca o aprofundamento aos temas básicos da condição humana: a solidão, o amor e a morte. Embora recorrentes, é verdade, no caso de Uma Escada que Deságua no Silêncio não pecam pela banalização ou gratuidade sentimentalista; dialogam com emanações da memória, de forma dialética e, por vezes, produzem impasses. Nessa batalha o autor atinge o limite possível da expressão poética encarnado densidade, conteúdo e tratamento estético conciso.
Lançamento: 21/12/2009
Na cidade de Juiz de Fora-MG
Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), na primavera de 1962. Escreve em prosa e poesia e a sua obra se divide entre inéditos e publicados. Entre estas últimas encontram-se: “O Acaso das Manhãs” (1986), “Areia (À Fragmentação da Pedra)” (1989) e “De São Sebastião dos Aitos a Ervália – Uma Introdução” (2006).
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