A Academia Brasileira de Letras – ABL, realizou o CONCURSO DE MICROCONTOS DO ABLETRAS, que contou com 2.293 participantes, e foi o primeiro do Gênero. E nosso destaque, a nossa boa notícia é o poeta Eryck Magalhães, Multifoco- Selo Vale em Poesia, autor do livro “Ecos e outros versos”, FICOU EM TERCEIRO LUGAR, e será recebido no Rio de Janeiro, para o tradicional chá com os Acadêmicos, quando receberá a premiação.

O obra premiada é

” Dilema da aranha”

Não sabia ao certo onde tecer sua teia.
Escolheu um cantinho de parede da cozinha.
Acertou na mosca

 

Eryck Magalhães
PARABÉNS ERYCK, parabéns ao time Vale em Poesia, essa é a vitória da nossa filosofia de trabalho, da união de poetas, e ainda estamos começando, sei que outras virão.
Extremamente orgulhoso, deixo registrado minha felicidade.
PARABÉNS ERYCK, PARABÉNS POETAS, VAMOS EM FRENTE!
Tonho França
Autor da obra "Ecos e Outros Versos!
Autor da obra “Ecos e Outros Versos!

Eryck Magalhães

Autor da obra "Ecos e Outros Versos!
Eryck Magalhães – Autor da obra “Ecos e Outros Versos!

 

 

Clebber Bianchi - Autor de "À Medida dos Tempos"

Clebber Bianchi - Autor de "À Medida dos Tempos"

 

Fabiano Garcez - Autor de "Diálogos que ainda restam"
Fabiano Garcez – Autor de “Diálogos que ainda restam”
Jurandir Rodrigues - Autor de "Acontecência"

Jurandir Rodrigues - Autor de "Acontecência"

Paulo Franco - Autor de "A Quarta Parede"

Paulo Franco - Autor de "A Quarta Parede"

 

A quarta parede: Poesia encenação

Por Jurandir Rodrigues

 

Paulo Franco, um poeta que põe a alma translúcida à mostra na frente do palco como nos versos iniciais do livro e do poema “A estátua”:

 

“A alma estendida no varal

a me conter de encantos.

Desalinhos no que sou

confundem o que sinto

num quintal de prantos.”

Poeta que brinca e sofre com o seus versos que nos remete a outro poeta brincador-sofredor-fingidor nas estrofes abaixo dos  poemas “A pessoa” e “Infinito”, respectivamente:

“Do outro lado da minha janela

inúmeros donos de tabacaria

riem-se de mim

que não me sinto pessoa.”

“E nunca sei se escrevo

a parte que me cabe

do que sei de mim

e , às vezes, calo

pra fingir o que não sinto.”

Com claras e enigmáticas referências ao teatro, ou à vida como símbolo e metáfora de encenações e roteiros a serem seguidos, a atores perdidos nas coxias e textos. O título já nos remete a tudo isso e também os versos abaixo do poema “O Camarote”:

“A peça é parte arredia

do contexto de paixões intensas

que se quebram em instantes

desfazendo as emoções dos outros

para sempre.”

A mesma metáfora da vida que se confunde com o palco, roteiros previamente escritos que seguimos estão presentes nos versos abaixo do poema “O circo”.

“Do alto do meu espetáculo

observo na plateia

o que não quero ser

e represento pros que aplaudem

o teatro do que somos

nas coxias onde estamos,

mas mostrando um picadeiro

que não quero ver.”

A quarta parede, um livro de poemas que se confunde com uma peça de teatro em que os poemas são personagens que nos dizem, sem medo e amarras, quem somos e que nos espreita a alma maquiada para um grande espetáculo, ou nossa alma pálida fugindo dos palcos para esconder nas coxias fragilidades e temores.

Os diálogos que ainda restam

Por Eryck Magalhães

Ao debruçar-se sobre a história literária e estudar minuciosamente toda a sua trajetória, deparamo-nos com uma imensa gama de textos, temas e estilos. Diante disso, o impasse: Ainda restam diálogos? Ainda há o que contar? O poeta Fabiano Fernandes Garcez, através de seus belos versos, mostra que sim, e o faz com muita propriedade. Em seus “Diálogos que ainda restam”, poema a poema, o autor revela a capacidade que a poesia tem de se reinventar.

No poema “Diálogos”, o poeta aborda a banalização do uso das palavras, que por ora, parecem vazias em si mesmas: “Não sinto a profundidade / em todos os diálogos”. O bucolismo é outra vertente que também se faz presente, principalmente no belíssimo poema “Minha preferida” o qual nos remete aos poemas árcades. Porém, o eu-lírico, apesar de se mostrar saudosista, faz referência a seu tempo: “Ah! Colhe flores / Hoje ninguém mais faz isso / Colhe flores!”. A inquietude do homem contemporâneo consigo mesmo já é outra temática deste poeta multifacetado, e para abordá-la, o autor lança mão da intertextualidade nos poemas “Eu não sou eu” e “Sou nada”. Já no poema “Mulher”, a figura feminina é literalmente divinizada: “Para mim, Deus é mulher”. Entretanto, um erotismo que se mostra inocente permeia nos vãos dos versos: “de colo e seios fartos, para nos confortar”. Em uma série de poemas sobre “As Lembranças de Minha Avó”, o poeta faz sua reverência à importância que as mães de nossas mães tem em nossas vidas.

Sem mais delongas, que muitos outros diálogos ainda restem e que ecoem nos versos deste poeta.

Eryck Magalhães

 

Diálogos que ainda bem que restam

Por Jurandir Rodrigues

Uma bela obra que traz em seus diálogos lirismo confessional, sempre revisando o passado: da infância que clama por um senso justiça: “O mundo ainda não estava preparado para um outro senso de justiça!”, que se lembra do cheiro do café da avó. Diálogos com o amor e com a própria poesia, como nos versos abaixo de Penso em você como uma poesia,

“Com o seu corpo de versos brancos

Separado em três estrofes

Suas rimas já foram emparelhadas a mim,

hoje são opostas

O ritmo cadenciado do seu coração

deixa o meu em grandes pausas”

 

Diálogos como em “Soneto ao meu amor” que dialoga com os mestres do gênero: Camões, Vinícius… Um diálogo com o inconformado Álvaro de Campos em “Sou Nada, como nos mostra os versos a seguir: “ Não sou/ Não quero ser/ Ou melhor, quero ser como o nada…” Uma revisão de Deus e do que as religiões fizeram dele. “Quem goza da liberdade do pensamento,/ está mais próximo e comunga Deus com os seus.”

Fabiano tem a consciência das palavras, tem o domínio da morada delas e do diálogo que elas são capazes de empreender com nossas almas. Tem em suas mãos ritmo e musicalidade casados. Diálogos que restam em sentimentos, sensações e sentidos: a voz da avó e o cheiro de seu café, e o principal: a voz do poeta, a visão sobre si mesmo e o outro e sobre Deus, o calor, o frio e o arrepio. Diálogos que nos tomam por inteiro, diálogos que nos prendem até o último verso. Fabiano nesses diálogos nos ensina a noção exata de ser poeta, de ler e de lidar com a poesia. Sua poesia nos prende por todas as sensações, sentimentos e sentidos.

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Um acontecimento de vivências

Por Fabiano Fernandes Garcez

 

Nas páginas de seu primeiro livro” Acontecência”, Jurandir Rodrigues nos apresenta flagrantes líricos de acontecimentos e vivências, a voz peculiar do poeta conduz Noite a fora para compartilhar sua realidade consciente, transformada por meio de uma linguagem acessível, porém imaginativa.

O leitor compartilha sua melancolia, como em Blue, suas tormentas de Abandono, suas vitórias em Meu tempo, seu desejo de Ardência e sua saudade em Cada pedacinho.

Jurandir aproveita as páginas para render homenagens aos seus ídolos como Drummond “Se o vinho e a saudade da lua não deixassem a gente/ comovido como o diabo”, também em “ela surge vagarosamente/ de tempos em tempos/ eu espero/ ela brotaria no asfalto”, Pessoa “Gosto de pessoas /Pessoa/ Caeiro/ Álvaro/ Soares/ Reis”, ou “Nasceu homem, morreu menino/Cavaleiro do íntimo apocalipse, Fernando Sabino”, mas é em Mito e Antologia poética que Rodrigues escancara suas preferências literárias, neste último ele chega a incluir até seus letristas preferidos.

A música é terreno conhecido do poeta como se percebe em Testamento “Meus livros, meus discos”, Para mim d “Tudo é Nelson Cavaquinho”, além das referências e alusões a letras musicais, os versos o poeta se mostram melódicos e rítmicos “Hoje me refaço, me desfaço, me traço./ Se quisesse colar, desamassar, ensacar; teria perdido tempo./ Hoje já me olho, recolho, embrulho e me entrego quase/ inteiro. /Se quisesse te amar, teria que esperar./ Amor tem forma, fome, sede.” Se quisesse.

Além das referências e, principalmente, homenagens a quem foi caro à formação lírica e musical do poeta, Acontecência apresenta homenagens às pessoas que foram importantes para a sua formação humana, o pai ganha de presente três poemas Raízes, Meu pai e Queda.

Jurandir Rodrigues começa bem sua caminhada poética, subjetividade, personalidade, sensibilidade, como também harmonia entre a força das palavras e das idéias fazem de Acontecência um acontecimento.

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Um tempo que escorre aos olhos

Por Fabiano Fernandes Garcez

Em À medida dos Tempos, livro de estréia de Clebber Bianchi, percebe-se que no decorrer da obra o poeta amadurece seu canto, amplia suas impressões e expressões, suas visões e percepções de um tempo impossível de se aprisionar, mesmo depois de capturado pelo retrato fotográfico, restando ao olhar lírico apenas a nostalgia de um tempo tardio, mesmo que recente:

Do peito,

escorre a chama suja dos tempos.

O olhar é simples, singelo,

apenas os tempos são capazes de testemunhá-lo.

O sorriso amarelou no retrato

e a fala muda enalteceu a lembrança.

Somente o sonho sobreviveu.

E a saudade vive nas tardes,

sob as folhas das mangueiras,

a cada lágrima que cai.

 

Clebber nos dá mosta do labor poético que preza a fenomenologia do olhar, olhar este que se volta para as coisas sem importância, coisas à toa e, por isso mesmo, são de grande valia e merecem ser recordadas:

Haverá um tempo

em que o passado estará exposto

no reflexo das cores orvalhadas

das flores do jardim da janela dos fundos.

As goteiras farão as rimas dos versos

que contarão a história.

O silêncio que havia na casa grande

havia entre os odores do curral.

O galo que há pouco cantou

propiciou reminiscências,

que os roncos dos motores e buzinas,

além do apitar cotidiano da fábrica, apagaram.

RETRATOS

A observação subjetiva das coisas simples, singelas, ganha um forte aliado, sua sintaxe também simples, sem afetações linguísticas de um discurso meramente formalista, que pouco comunica. O discurso poético de Clebber comunica bastante, para isso o campo léxico de À medida dos tempos é cotidiano, comum, no entanto é nessa simplicidade de dizer que é dito muito sobre a solidão, os sonhos infantis e até sobre o fato de se perder as palavras, restando apenas a contemplação sensorial do momento:

Daqui de cima tudo é solitário.

Viver acima

é encontrar-se surdamente

falando para si mesmo.

Esta é a minha casa da árvore (sonho de criança)

financiada em duzentos e quarenta meses, além de alienada.

Quando enlouqueço e grito lá para baixo,

somente as buzinas respondem.

Em seguida, as palavras não me vêm.

Apenas o pio da andorinha,

um pio, um só.

Apenas uma andorinha,

uma andorinha apenas.

UMA ANDORINHA

 

Cleber vale-se de alguns recursos poéticos, apesar de sua linguagem acessível, como por exemplo, paradoxos e antíteses:

O tempo é permissivo

aos contentamentos descontentes.

Vejo que tudo acontece ao mesmo tempo agora

no cenário dos dias na cidade…

PESARES DO TEMPO

Hoje, o tempo me veio solteiro,

em uma noite daquelas em que a melhor companhia era a

solidão.

EU INTRA

além disso, em alguns poemas vê-se um jogo com os diferentes valores semânticos de uma mesma palavra, como em MÁSCARA:

Um ser sem sentir-se

um sentir-se sem ser.

porém é nas belíssimas imagens poéticas que Clebber Bianchi se mostra mais criativo:

Enquanto os sapos coaxam de sede,

O sol atravessa a pele da terra,

e meus ombros são minha camada de ozônio.

DESALINHO

Cansei de respirar uma felicidade esbaforida,

cansada de se engasgar no soluço sórdido,

numa exatidão sem nexo e triste de alma.

(…)

Bastou-me um santo

e ajoelhei-me sobre as cinzas carbonizadas do meu consciente.

DILATEM, PUPILAS!

O poeta também se utiliza de alguns recursos sonoros que fazem com que os seus poemas ganhem em musicalidade e ecoem em nossos ouvidos. Um desses recursos, é o eco fonético, ou seja, aproximação de palavras semelhantes sonoramente:

Eu era um descaso do acaso,

angariado na contramão de uma grande avenida

Os brilhos dos olhos lagrimantes de saudade

de um tempo escorrido nos relógios

refletiam a esperança do passado,

apagada na realidade de um presente sério.

TEMPO DE REZA

Outro recurso utilizado pelo poeta é a onomatopéia:

O relógio tinha que tá, tinha que tá

mas não tá.

(esta foi a única coisa que o tempo parou!)

MANTO NEGRO

Clebber mostra em seus versos, não raro, a influência de Tonho França, e faz uma homenagem à altura do poeta de Guaratinguetá em CHARUTO CUBANO:

Uma lágrima seca escorreu-me de canto

e o canto do pintassilgo emudeceu na gaiola.

Minha cachaça perdeu o gosto quente,

exposta ao sol dos dias.

Mesmo uma pimenta aberta no prato

caçoava minha coragem.

Senti desconforto

e, sob meus pés,

o vácuo das manhãs sem sal provocava saudades.

É contínua a direção dos ventos,

segundo os sonhos,

seguindo sempre somente e só…

Os apoios que me sustentam

são espinhos tristes, sanções expressionistas,

cenários de Van Gogh.

Meu peito dilatado

ressalva as atitudes corriqueiras nas janelas

temperadas de línguas.

E sobre a rede …

… e sobre a rede,

somente um legítimo charuto cubano

fazia-me companhia,

e entre um trago e outro

trago saudades.

Ao fundo,

solos de blues…

Solos de blues,

à tarde.

As acácias choravam suas perdas,

e as folhas caíam como eu,

solitariamente…

Outro destaque do livro é OLHOS FECHADOS, poema com uma vertente ecológica e, dado aos problemas ambientais, quem sabe, profético:

A culpa é nossa!

Uma culpa com a imensidão do verso,

do céu-fumaça, estradas-pet, sertão-papel. Culpa tamanha!

O sonho é esperança contida no escorrer das águas nas sarje¬tas,

nas mãos atadas dos pobres de espírito,

no papel de bala que perfurou o vento

e não pesou sobre a mente poluída.

É o início do fim. (…)

Le Goff em História e Memória diz:

“a memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje, na febre e na angústia”.

Com base nessa afirmação, só resta encerrar a resenha com os belíssimos versos de SEXO DOS TEMPOS, sem antes render as devidas congratulações ao poeta que surge à tempo:

Sou atemporal.

Minhas memórias não morrerão minhas

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“Ecos”

Vem aí o primeiro livro de  Eryck Magalhães

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Eryck Magalhães e sua obra “Ecos”

 

Neste  livro de estreia, entre outros versos denunciantes, encontraremos estes: “Quando a cor da pele repele / Instaura-se o impasse, / O nó indesatável do preconceito”. A poesia que incomoda é a mesma que mais adiante nos encanta: “Coração é folha seca, / pena de passarinho à deriva, / quem traça o caminho é o sopro do vento.” Há, ainda, nestas páginas, poemas que nos lembram os concretistas, feitos de versos que se desenham em forma e conteúdo (vide, por exemplo, os poemas Crepúsculo de Guaratinguetá e Metrópole Concreta). Somam-se a esses, as belas construções poéticas e alguns deliciosos jogos de palavras (no desfecho de um poema “quem disse” soa-nos, oportunamente, como “crendice”). Versos ricos em sutilezas semânticas, que colaboram para uma leitura ao mesmo tempo instigante, envolvente e inquietante. Há outras facetas, leitor, outras qualidades na poesia de Eryck Magalhães. Não perca tempo: descubra-as.

Wilson Gorj

 

Vértice

Uns dizem orixá, outros santo

uns dizem catolicismo, outros candomblé

uns a chamam de Iemanjá, há quem a chame de Maria

uma dizem que é religião, a outra crendice

mas quem disse?

 

contato com o autor: eryckletrado@hotmail.com   

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“Acontecência”

De Jurandir Rodrigues 

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Blue

Acho que cinza é minha cor

Cinza é o que eu devo usar

Cinza é o meu céu azul

Cinza é nada que é tudo

Cinza são pessoas

Cinza é o que a gente vê

Num dia de céu azul – cinza

Caindo de um blue.

Com a obra “Acontecência” o poeta de Cachoeira Paulista, Jurandir Rodrigues, brinda-nos com lirismo, sensibilidade e um olhar minucioso que captura no dia a dia, o invisível a muitos – poesia.

Acontecência será lançado no dia 27 de fevereiro, na Câmara Municipal de Cachoeira Paulista, as 20:00 horas, onde o poeta autografará sua obra. 

Contato com o autor: jurandir.uol@uol.com.br

 

LANÇAMENTO: 27 de fevereiro – 20:00 horas

CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRA PAULISTA - 20:00 horas

foto para o livro 26-09-09 010

 O poeta Jurandir Rodrigues

À Medida dos tempos

de Clebber Bianchi 

 

Capa Clebber

À Medida dos tempos

vivo sempre sem saber

quanto tempo durará a simplicidade do vento.

As horas descarregam sobre os ombros dos homens

todo seu peso sem media a encurvá-los.

Somos como raízes no solo, que,

mesmo arrancadas,

as marcas, nem a medida das horas apagam.

Os fatos são narrativas

e conduzem tudo e sempre

a um começo,

a um meio,

a um fim…

De imediato,

restam-nos as reminiscências,

sem peso,

sem medida,

sem tempo.

 

 

Primeira obra do poeta Clebber Bianchi,  lançado no Casarão Visconde de Pindamonhangaba, acompanhado de música e encenação dos poemas.

A Midia escrita e falada do Vale fez-se presente, destacando o livro em vários jornais, como O Lince, A Tribuna do Norte e rádios da cidade e cidades vizinhas.

A noite agradabilissima, a beleza arquitetônica e natural, junto à presença de pessoas queridas, fez o lançamento de À Medida dos tempos, inesquecível.

Próximos lançamentos: GUARULHOS

Contato com o autor: cleberbianchi@hotmail.com 

 

SELO VALE EM POESIA.

 

 

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O novo Livro de Fabiano Fernandes Garcez

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“DIÁLOGOS QUE AINDA RESTAM”

Diálogos que Ainda Restam traz, em cada poema, a representação de um instante humano que não pôde escapar despercebido. Uma a uma, suas páginas apresentam o registro de momentos que geralmente escorrem por entre os dedos de nossa vida mecânica. Sua simplicidade elegante nos convida a contemplar a essência daquilo que realmente somos, daquilo que realmente nos compõe. Nos permite lançar um olhar tranquilo sobre as contradições inerentes à nossa natureza. Nos permite rir de uma razão que chora.

André Prosperi

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Quando minha mãe me

                                              nasceu

 

brotou em mim esses olhos tristes

                                               esse riso fácil

                                               essa alma velha

solitária,         

 

Com os meus olhos tristes vejo

o mundo a minha maneira

 

Com o meu riso fácil

                                                faço farra

 

Com minha alma solitária

vivo só, virando sol

desatinado

desatando os nós

                                   desafinado

desafiando os prós

 

porque …

                                   só eu sei viver

foto Fabiano

 Fabiano Fernandes Garcez

O Autor de “Poesia se é que há”,  natural de São Paulo, formado em Letras, é poeta por intuição, por estudo, de alma e por devoção. Lapidando as palavras, reinvantando o cotidiano, leva-nos a questionamentos e inquietações. “Diálogos que ainda restam” emociona, encanta e sem dúvidas é um marco na carreira do Poeta.

Em março, todos poderão dialogar com o novo livro 

contato com o autor: bil_garcez@yahoo.com.br

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